Siluriano

Com a radical transformação climática que dizimou grande parte do bioma gerado pelo Período Ordoviciano, o Período Siluriano é marcado por gerar um processo de revitalização na fauna e na flora. Seu período compreende entre cerca de 443 milhões de anos atrás e 416 milhões e é subdividido pelas épocas: Llandovery (a mais antiga), Wenlock, Ludlow e Pridoli (a mais recente). O termo foi definido pela primeira vez pelo pesquisador Roderick Murchison no País de Gales, em 1830. A glaciação fez com que alguns territórios ficassem submersos mesmo com a amenização do clima, já que as geleiras formadas acabariam sendo derretidas com o passar dos anos. As regiões da América do Norte, Europa, Ásia e Oceania ficaram encobertas pela água durante algum tempo, mas ao longo do período se soergueram.

Durante o Siluriano começam a se expandir, em todas as áreas equatoriais, recifes constituídos por Corais de grupos primitivos e extintos. Nestas regiões de plataformas continentais oceânicas também se desenvolviam “lírios-do-mar” (Crinoideos) e os braquiópodos eram bastante variados. Os vertebrados (peixes), surgidos ainda no final do período Cambriano, experimentam interessantes diversidades morfológicas, representados principalmente pelos Agnatos ostracodermos, que eram desprovidos de maxilas. Ao final do período Siluriano são registradas as primeiras floras e faunas habitantes de áreas continentais. Paleogeografia no Siluriano.

Corais

Os corais participam na construção de recifes desde cerca de 470 milhões de anos. São colônias de invertebrados marinhos que metabolizam e secretam calcário para o crescimento do coral, gerando uma estrutura bastante densa.

Crinoideos

Os crinoideos mostram simetria pentâmera bem definida. Como grande parte dos gêneros recentes, a maioria das formas fósseis fixava-se por intermédio de uma coluna. Os crinóideos tiveram o seu clímax no Carbonífero, sendo hoje menos numerosos. As espécies viventes são cerca de 1000, enquanto as fósseis, descritas formalmente pela Paleontologia / Paleobiologia, chegam a cerca de 5000. As mais antigas datam do Cambriano.

Agnatos 

Agnatos surgem no Neo-Cambriano, mas tornam-se abundantes a partir do Eo-Siluriano. Os parentes modernos mais próximos são as lampréias. Pela ausência de maxilas, os primeiros agnatos não eram predadores, e sim filtravam ou sugavam a lama rica em matéria orgânica do fundo dos mares e rios, ingerindo partículas orgânicas e / ou eventualmente elementos planctônicos. Animais pequenos, não ultrapassavam 30 cm, embora alguns tenham chegado a 1,5 m (heteróstracos) cobertos por carapaças cefálicas e placas ósseas. Por conta desta cobertura são chamados ostracodermos. Carapaças e placas deveriam protegê-los dos cefalópodos e euriptéridos, seus virtuais predadores nos períodos em que viveram. As formas achatadas dorso-ventralmente seriam bentônicas. Aquelas nectônicas, além de carapaças mais leves, possuíam nadadeira caudal heterocerca hipocerca e eram fusilormes. Eram maus nadadores, pela ausência de nadadeiras pares. 

Paleogeografia no Siluriano 

Em virtude do movimento da placa da litosfera, por volta do Siluriano, mais ou menos 420 milhões de anos atrás, muitos dos fragmentos continentais trocaram de posição. O Gondwana tinha se movido mais para o Pólo Sul, trazendo consigo continentes como Antártica, América do Sul e África do Sul. Austrália, América do Norte, partes de China e Europa contudo, ainda estavam unidas na região do equador. O Gondwana continuou sendo o maior continente e haviam poucas outras massas continentais, muito menores, todas separadas umas das outras.

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